Hipertensão arterial, saiba tudo sobre!

Hipertensão arterial, saiba tudo sobre!

A hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta, é uma condição que afeta diretamente os vasos sanguíneos, mas que indiretamente também pode comprometer a saúde dos olhos, sistema nervoso central, coração e rins.

Basicamente ela se manifesta quando é identificado aumento frequente na pressão sanguínea corporal e por longos períodos. Essa pressão, por sua vez, é natural: o sangue precisa realizá-la para circular pelas artérias do organismo.

É importante ressaltar que ao longo do dia a pressão sanguínea sobe por muitas razões: como após um pico de estresse, consumo excessivo de estimulantes (como a cafeína) e durante ou após atividades físicas de alta intensidade. Sendo assim, o simples fato isolado dela estar mais alta do que o normal por um período não é um indicativo positivo da doença.

No entanto, quando ela permanece assim por longos períodos e mesmo na ausência dos gatilhos, esse pode ser, sim, um indicativo de pressão alta .

Ao longo deste artigo vamos conhecer tudo sobre a hipertensão arterial. Está pronto (a)? Então vamos lá!

Entendendo mais sobre a hipertensão arterial

Conforme mencionamos acima, nossa pressão varia muito ao longo do dia. Quando estamos dormindo ou deitados ela fica baixa, mas basta levantarmos e nos movimentarmos para os valores subirem, uma vez que o cérebro avisa o restante do corpo que há demanda por energia.

A pressão é medida por milímetros de mercúrio, representados por “mmHg”. Consideramos 12 a 13 por 8 normal, mas quando a pressão fica igual ou acima de 14 por 9 na maior parte do tempo, o indivíduo passa a ser considerado hipertenso. Quando o limite mencionado é ultrapassado, os riscos de desenvolvimento de doenças renais e cardiovasculares vão se tornando maiores.

Para medir a pressão é utilizado um aparelho padrão, o “esfigmomanômetro”. Envolto no braço do paciente, ele faz a medição de dois números: o primeiro, de quando o coração libera para a corrente sanguínea o sangue (pressão sistólica/máxima), que preferencialmente não deve ultrapassar 12 mmHg; e a pressão mínima, ou diastólica, que deve ficar na faixa de 8 mmHg.

Agora você já sabe o que é a pressão alta e como ela é medida. Vamos falar sobre os principais sinais e sintomas da doença?

Quais são os principais sintomas e sinais da doença?

Hipertensão arterial é uma doença essencialmente silenciosa – e raramente o paciente vai identificá-la pelos sintomas, que só se manifestam quando a condição já é mais avançada.

O diagnóstico indicado, no entanto, é por meio de exames periódicos. Lembrando que o nível de pressão também é sempre indicado no famoso exame de check-up, que deve ser realizado anualmente.

Entre os sintomas e sinais de que a pressão pode estar elevada estão:

• Dores de cabeça frequentes;

• Visão prejudicada e/ou borrada;

• Falta de ar;

• Tonturas;

• Zumbido na orelha;

• Dores no peito;

• Fraqueza corporal;

• Sangramento no nariz.

Todos esses sintomas tendem a se manifestar quando a pressão sobe demais.

Fatores de risco para se atentar

Híper tensão arterial

Não há um ou outro motivo em específico pelo qual ocorre esse desequilíbrio na pressão. No entanto, há fatores de risco relacionados ao seu desenvolvimento, ainda que haja uma expectativa de que a doença seja herdada dos pais em 90% dos casos, de acordo com o Ministério da Saúde.

Desta forma, os fatores de risco para desenvolvimento de pressão alta podem ser divididos em controláveis e não controláveis.

Os não controláveis são os fatores de risco de genética , ou seja, quando a condição é herdada dos pais; e idade , uma vez que há maior tendência de desenvolvimento de pressão alta com a idade, acima de 55 para homens e 65 para as mulheres.

Já fatores de risco que podemos controlar, ou seja, evitar:

• Sódio em excesso: o sódio retém muita água no organismo, o que em excesso, pode levar à obstrução dos vasos sanguíneos;

• Excesso de peso: o sobrepeso por si só dificuldade a circulação sanguínea, aumentando a pressão nos vasos;

• Tabagismo: componentes tóxicos presentes no cigarro também contraem os vasos de sangue, resultando em aumento da pressão;

• Sedentarismo: a falta de hábito de praticar atividades físicas também pode aumentar os riscos de desenvolvimento de hipertensão;

• Estresse: situações de estresse muito recorrentes no dia a dia também é um fator de risco que podemos controlar;

• Consumo excessivo de álcool: o álcool em excesso no organismo também atua no aumento da pressão sanguínea.

Como diagnosticar a hipertensão arterial?

Conforme já mencionamos acima, a pressão alta é identificada pela medição da pressão usando o esfigmomanômetro.

O recomendado é que essa medição seja realizada pelo menos 1x por ano em consultas ou check-ups de rotina.

Se o valor ficar alto, esse não necessariamente é um indicativo de que você tem pressão alta. O diagnóstico em si só ocorre após resultados positivos em situações diferentes. Se o médico desconfiar, ele poderá pedir que você refaça o exame preferencialmente ainda pela manhã e sem exposição a determinadas situações, como uso de cigarro, prática de exercícios intensos ou consumo excessivo de estimulantes, como álcool ou café.

Além do mais, um exame em que a pressão é vigiada por 24 horas seguidas também pode ser solicitado, o holter.

Métodos de prevenção e de controle

A hipertensão arterial é uma doença que não tem cura – no entanto, pode ser tratada e controlada. O método a ser seguido é bem particular e precisa ser definido pelo médico que acompanha a condição de cada paciente. No entanto, um estilo de vida saudável, com mudança de hábitos, pode ajudar tanto na prevenção como no controle e estabilização da doença.

São alguns deles:

• Manter o IMC e peso na média para sua idade e altura;

• Diminuir a ingestão de sal e utilizar, no lugar, outros temperos naturais;

• Parar de fumar e controlar o consumo de álcool;

• Praticar exercícios físicos regularmente;

• Evitar alimentos industrializados e/ou muito gordurosos;

• Controlar diabetes, colesterol alto e outras condições.

Há tratamento?

O tratamento varia muito a depender da condição de cada paciente – no entanto, a maioria deles precisa tomar medicação diária para manter a pressão normalizada. Outra parcela considerável de pacientes consegue controlar a pressão apenas com prática de exercícios, ajustes no cardápio e controle do estresse.

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