No dia 15 de fevereiro é comemorado o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, para celebrarmos a vida das milhares de crianças que vencem a doença todos os anos. A batalha é difícil, porém, os pequenos, ainda assim, saem vitoriosos.
Contudo, para que a vitória seja conquistada, é preciso que os responsáveis pelas crianças estejam atentos aos principais sinais do câncer infantil. Quando identificado em estágio inicial, as chances de a criança vencer a doença são muito maiores.
E por isso, nossa equipe elaborou um conteúdo especial, onde falamos mais sobre a doença, apresentamos seus sintomas e até mesmo os tratamentos disponíveis. Venha conferir tudo o que você precisa sobre essa luta no artigo a seguir.
Boa leitura!
Principais sintomas do câncer infantil
Antes de listarmos os principais sintomas do câncer infantil, é necessário destacar que, assim que algo for notado, é preciso levar a criança ao médico o quanto antes possível. Isso pode fazer toda a diferença durante todo o tratamento.
Os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, e por isso, é necessário que os responsáveis estejam sempre atentos quanto a isso. Agora, veja abaixo quais são os principais sintomas:
- Febre que não tenha qualquer causa aparente;
- Sangramentos presentes no nariz ou na gengiva;
- Dor nos ossos ou no corpo, o que faz com que o pequeno prefira ficar deitado ao invés de brincar;
- Aumento no volume de seu abdômen;
- Puberdade precoce;
- Vômito e dores de cabeça acontecendo com frequência grande;
- Palidez;
- Perda de peso sem explicação.
Caso algum dos sintomas seja percebido, levar a criança ao médico, para realizar um diagnóstico o quanto antes possível é essencial para aumentar as chances de sucesso do tratamento. A consulta deve ser marcada o quanto antes possível.
Como o diagnóstico pode ser confirmado
No geral, são três os métodos utilizados para confirmar o diagnóstico de câncer infantil: exame de sangue, tomografia ou biópsia. Em todo caso, todos eles contam com alto grau de eficiência, e sua escolha depende da decisão do médico responsável.
Com o exame de sangue, é possível analisar o número de leucócitos, hemoglobinas, entre outros aspectos que podem indicar a presença de um câncer. São extremamente efetivos e o resultado, no geral, pode ser obtido em pouco tempo.
No caso da tomografia, é possível, por meio de um exame de imagem, identificar a presença de tumores, além de quanto ele já se desenvolveu no organismo. Por último, temos a biópsia, que também não é um método invasivo.
Na biópsia, um pouco do tecido da criança é retirado da região onde se imagina que o câncer está se proliferando. Após análise no laboratório, é possível confirmar ou negar as suspeitas que tenham sido geradas.
Quais são os tratamentos disponíveis
O tratamento tem como grande objetivo controlar o crescimento das células que estão causando câncer nas crianças. Mais à frente, em nosso artigo, falaremos um pouco mais sobre o que pode causar o câncer em pessoas mesmo quando jovens.
No mais, conheça algumas das alternativas de tratamento para crianças com câncer, além de uma breve explicação sobre cada um dos métodos:
- Cirurgia: feita para remover tumores ou outros tecidos afetados, a cirurgia pode ser utilizada em conjunto de outros tratamentos, para aumentar as chances de sucesso;
- Imunoterapia: medicamentos são manipulados para conseguir o efeito desejado contra tipos de câncer específicos;
- Quimioterapia: medicamentos fortes são dados para a criança, em forma de injeção ou remédio. O acompanhamento é essencial para evitar maiores problemas;
- Radioterapia: a radiação é utilizada para matar as células cancerígenas, com tecnologia semelhante a utilizada no raio-x.
Todas as técnicas apresentadas aqui podem ser usadas em conjunto, para aumentar as chances De a criança vencer o câncer. No entanto, apenas o profissional responsável pela saúde do pequeno pode dizer se esse tipo de tratamento é o mais adequado.
O que pode causar câncer em crianças?

A causa do surgimento do câncer em crianças nem sempre pode ser descoberta. Infelizmente, ainda não é possível descobrir todos os fatores que influenciam nisso, porém, alguns já foram descobertos e podem ser evitados pelos pais.
Crianças que são muito expostas à radiação, por exemplo, podem desenvolver câncer com mais facilidade, pois as alterações genéticas acontecem com mais facilidade dessa forma. Além disso, caso a mãe tome medicamentos durante a gestação, as chances aumentam.
Essas são algumas das causas mais comuns, porém, até mesmo algumas infecções por vírus podem ser as grandes responsáveis pelo surgimento de câncer em crianças. Infelizmente, nem tudo pode ser evitado, mesmo com todos os cuidados possíveis.
Quais são os tipos mais comuns?
O câncer infantil é mais comum do que se imagina, e tendo em vista a necessidade de mapear tal doença, o INCA (Instituto Nacional de Câncer) divulgou dados recentes sobre a doença. Na pesquisa, foram levadas em consideração pessoas entre 0 e 19 anos.
Apenas a título de curiosidade, podemos citar o fato de que, apesar de ser comum, o número de câncer pediátrico chega a apenas 3% do número atingido pelos adultos. Contudo, ainda assim, o número é bastante considerável.
Veja abaixo os tipos de câncer mais comuns em crianças:
- Leucemia: 28% dos casos;
- Tumor no sistema nervoso: 26% dos casos;
- Linfoma: 8% dos casos;
- Neuroblastoma: 8% dos casos;
- Tumor nos rins: 6% dos casos;
- Tumor em partes moles do organismo: 6% dos casos;
- Tumor no osso: 5% dos casos;
- Câncer nos olhos: 3% dos casos.
Existe cura para o câncer infantil?
Para celebrarmos o Dia Internacional de Luta contra o Câncer, nada melhor do que uma boa notícia: o câncer infantil tem cura, na maioria dos casos. Porém, para aumentar as chances de sucesso, é preciso identificar a doença o quanto antes possível.
Por isso, é muito importante ficar atento aos sintomas que apresentamos no decorrer do nosso artigo. Caso note algo diferente do habitual em seu filho, não hesite em levá-lo ao médico para fazer o acompanhamento necessário para protegê-lo da doença.
Nesse período, é extremamente importante apoiar a criança, pois a autoestima é afetada diretamente durante o tratamento. Porém, como o apoio das pessoas ao seu redor, esse desafio pode ser superado para que todos possam sorrir saudáveis novamente.


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