O mês de março é o escolhido para a campanha contra o câncer colorretal, por isso o mês de prevenção é chamado de azul-escuro ou ainda azul-marinho. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) já mostrou que é o terceiro câncer mais comum em homens e o segundo mais comum em mulheres.
Esse dado mostra a necessidade desse tipo de campanha, principalmente porque câncer de cólon e reto são doenças muito silenciosas. E apesar de raro em crianças, surge com muita frequência em adultos, especificamente após os 50 anos de idade.
Continue a leitura e saiba mais sobre a campanha e a importância da prevenção!
O que é o câncer colorretal?
São chamados de câncer colorretal aqueles tumores localizados no intestino grosso, também nomeado como câncer de cólon e reto. Tais estruturas estão localizadas no final do trato digestivo, assim, a doença surge na parede de um desses dois locais.
A parede do cólon e do reto é formada por muitas camadas e o câncer surge naquela localizada internamente, mais mucosa. E da mesma forma como acontece com outros tipos de tumores, é criado a partir de uma má formação das células da região.
Conforme avança, passa para as próximas camadas até criar uma estrutura apta a crescer nos vasos sanguíneos e linfáticos. Ao atingir esse estágio existe o perigo de chegar a linfonodos próximos e órgãos. O grande problema é que os sintomas se tornam mais visíveis apenas em estágios mais avançados, como veremos a seguir.
Os sintomas da doença

Existem sintomas do câncer colorretal, o grande problema é que eles se apresentam quando o quadro já está avançado. Por causa disso é tão importante procurar atendimento ao notar diferenças no organismo, sobretudo em intestino e reto.
Assim, são sinais como sangue na evacuação, o qual pode aparecer misturado ou em coloração mais escura, ou ainda, sintomas de irritação intestinal. São ocasiões em que há uma urgência em ir evacuar, mas com pouco volume, também pode surgir diarreia crônica.
A constipação é outro sintoma, junto a uma sensação de que o esvaziamento não foi feito por completo. Podem estar também presentes o inchaço abdominal e as cólicas nessa mesma região. O cansaço, anemia e perda de peso podem surgir em alguns casos, a depender do quadro do paciente.
Mas como dissemos antes, há caso de pacientes que não sentiram nenhum sinal do câncer. Inclusive, se apresentar, porém, de maneira muito sutil, como sangue escuro misturado às fezes.
Práticas que podem contribuir para o surgimento do câncer
Há situações que tornam o quadro desse tipo de câncer um risco maior, como histórico familiar da doença, além de familiares que tiveram pólipos intestinais adenomatosos. Outros quadros que aumentam as chances são Doença de Crohn e colite ulcerativa.
Partindo para a influência dos hábitos, aqueles que optam por dietas mais ricas em gorduras, carboidratos refinados e proteína animal, junto a pouca quantidade de fibras, têm maiores chances. Os indivíduos expostos a substâncias industriais, água e ar contaminados também.
Pacientes com síndrome de Lynch apresentam 70% de chances para o câncer colorretal. Síndrome de polipose associada ao MUTYH é uma condição rara, mas os pacientes com ela apresentam com frequência o câncer no cólon e reto.
Medidas para prevenção
É sempre indicado a prática de atividades físicas e uma boa alimentação para prevenção de uma série de doenças e isso vale também para o câncer colorretal. Sobretudo porque os alimentos podem fazer toda a diferença, como vimos antes, porque funcionam como fator de risco.
Temos incluídos a esses hábitos o de realizar exames preventivos, como exame de fezes, colonoscopia, Sigmoidoscopia, além de Colonografia por tomografia computadorizada (TC) e Exames de fezes quanto à presença de sangue e DNA de câncer.
Claro que o tipo de exame vai depender das condições e fatores de risco que forem encontrados, bem como a frequência para realizar esses testes. Por exemplo, quem tem fator de risco acaba realizando o exame antes dos 35 anos, diferente da indicação para todos que é realizar a verificação anualmente após 45 anos.
Diagnóstico do câncer de cólon e reto

Uma vez que o indivíduo realiza seus exames de rotina, ou ainda, percebe sintomas da doença, ele vai passar por vários exames. São os exames que citamos relacionados às medidas preventivas, que ajudam a detectar a doença, como é o caso da colonoscopia.
Na colonoscopia um pequeno fragmento de tecido é retirado para análise, a fim de verificar a saúde da região. Se encontrado tumor, também será retirada uma mínima parte para análise em laboratório a fim de chegar ao diagnóstico exato.
Tratamento do câncer colorretal
Uma vez detectado o quadro de câncer é preciso iniciar o tratamento e seu prognóstico depende do momento em que for encontrado. As chances de cura são muito grandes se ele é diagnosticado ainda no começo e se for extraído de forma precoce.
Isso porque ele é impedido de se disseminar para outros tecidos e órgãos. Quando consegue se espalhar as chances acabam sendo menores. Por exemplo, há chance de sobrevida de 90% se tratado de forma precoce e esse dado cai para 30% a 50% se chega aos gânglios linfáticos.
Dessa forma, o paciente recebe um tratamento que pode ser quimioterapia, radioterapia ou cirurgia. O último citado é o recuso mais comum, porque nas fases iniciais o tumor é retirado e se preciso os gânglios que estiverem próximos, a fim de evitar seu avanço.
Também ocorre de o paciente passar por quimioterapia com efeitos mais leves após cirurgia, a fim de aumentar a chance de sobrevida do paciente. Outro caso é a necessidade de colostomia quando a doença atinge o reto e é preciso a sua retirada.
Por tudo o que aprendemos neste artigo, entendemos que é urgente a necessidade de campanhas como o março azul-escuro, para conscientização das pessoas. Afinal, as medidas preventivas são a melhor arma para prevenção do câncer colorretal.
É mais comum do que imaginamos e pode ser muito mais difícil se tratado em estágios avançados. Principalmente se consideramos que muitos quadros podem avançar de maneira silenciosa. Então, a prevenção é a melhor alternativa.


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